18 de fev de 2010

Então bateu a porta, deu as costas, saiu velozmente, propalando seus dissabores aos ventos. Termina ali o namoro de três anos com Julia. Ah, Julia, como pode enganá-lo, ele que sempre se dedicou a ela, deixou de viver sua vida, de realizar seus sonhos para poder sempre estar ao lado dela, a ingrata Julia. Lembrou então, que em seus outros dois relacionamentos anteriores acontecera a mesma coisa: ele se dedicava inteiramente às suas amadas, e elas se diziam sufocadas. “Elas não sabem o que é amor, merecem sofrer” pensava ele. Lembrou então do que Claudia, sua primeira namorada, lhe dissera ao terminarem o namoro, de meros 5 meses.



- Querido, você exige muito de mim, diz que vive somente para mim, mas você tem de viver para você mesmo. Diz também, que sou ingrata ao seu amor, que sou a pessoa mais importante em sua vida, mas acima de tudo você deve amar a si mesmo, e não devia esperar tanta dedicação de minha parte, porque antes de tudo eu tenho a minha vida, não que você não seja importante nela.


- Sua egoísta, ridícula. Gritou ele.Não entedia mesmo as mulheres, eram todas iguais.


Pôs se então a pensar nas palavras de Claudia. Será que o erro estava nele ou nelas? Era mais fácil uma pessoa só errar do que três. Fazia sentido, mas era muito difícil para ele admitir o erro. No fundo ele até sabia que o medo de olhar as próprias sombras acaba não permitindo que você se veja realmente como é, mas como é sempre mais fácil não mexer nos erros, fingir que esta tudo bem, e como também já era de seu costume, preferiu continuar mentido para ele mesmo, que o erro era delas, e perdendo mais uma oportunidade de amadurecer interiormente.


Sharyel Toebe

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